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O menino mau

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  https://www.youtube.com/watch?v=8DKYEUv-FVQ Há muito tempo havia um velho poeta, um verdadeiro bom velho poeta. Uma noite, enquanto estava confortavelmente em sua casa, desencadeou-se uma terrível tempestade; a chuva caía em torrentes, mas o velho poeta não sentia frio, sentado num canto, ao lado da estufa, na qual ardia alegremente o fogo e chiavam as maçãs que ele colocara para assar. – Os infelizes que estão ao relento, com esta chuva, não terão sobre o corpo nem um só fio de roupa seco – murmurou, porque era um homem de bons sentimentos. – Abra a porta, por favor! Estou com muito frio e sinto- me gelado até os ossos! – exclamou um menino gritando em altas vozes lá fora. E continuou chorando, sem deixar de bater na porta, ao mesmo tempo em que o vento fazia as janelas tremerem. – Pobrezinho! – exclamou o velho poeta, enquanto se encaminhava para a porta, a fim de abri-la. Deparou com um menino completamente desnudo, com o cabelo ruivo empapado de chuva. T...

A colina dos Elfos

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  http://omundomgicodafantasia-contosinfantis.blogspot.com/2012/07/a-colina-dos-elfos-de-hans-christian.html Umas ágeis lagartixas correram pelas fendas do tronco de uma velha árvore. Entendiam-se muito bem, pois todas falavam a língua de lagartixa. - Que barulheira tem havido lá na velha Colina dos Elfos! - disse uma delas - já lá vão duas noite que não prego olho, por causa do alarido lá em cima. Eu podia estar na cama com dor de dente, que dava na mesma: em tal situação também não consigo dormir. - Há qualquer coisa lá dentro - disse outra lagartixa - ficam na Colina, onde se erguem os quatro pilares vermelhos, até a hora do galo cantar. Estão limpando tudo, e as jovens elfas aprenderam novos bailados. Preparam alguma coisa, na certa. - Falei com uma minhoca de minhas relações - informou uma terceira lagartixa - ela vinha diretamente da colina, onde cavara a terra noite e dia. Ouvira muita coisa, pois ela apenas ouve: não vê, não enxerga, a coitada. Só se val...

As cegonhas

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https://pt.wikisource.org/wiki/Contos_de_Andersen/As_cegonhas   Na última casa de uma pequena aldeia, as cegonhas haviam construído um ninho, e a mamãe cegonha ficava sentada dentro do ninho, com seus quatro filhinhos, que esticavam os seus pescocinhos e levantavam seus biquinhos negros, os quais ainda não haviam ficado vermelhos como os dos pássaros pais. Um pouco mais a distância, na ponta do telhado, estava o pai das jovens cegonhas, todo ereto e duro; ele não gostava de ficar ocioso, e encolhia uma perna, e ficava em cima da outra, parado desse jeito, que parecia quase como se ele tivesse sido esculpido em madeira. "Você precisa parecer muito grande," pensava ele, "para a minha esposa confiar num sentinela que protege o seu ninho. Eles não sabem que eu sou marido dela, eles acham que eu fui mandado ficar aqui, o que aliás é muito chique" e assim ele continuava de pé sobre uma perna. Na rua abaixo estavam algumas crianças brincando, e quando elas av...

A Caixa de fósforos

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  https://pt.wikisource.org/wiki/Contos_de_Andersen/A_caixa_de_f%C3%B3sforos Um soldado vinha marchando pela estrada: esquerda, direita!, esquerda, direita! Ele caminhava com sua mochila nas costas, e uma espada na bainha, estava voltando da guerra, e agora estava indo para casa. Enquanto andava, ele encontrou uma bruxa velha e assustadora pelo caminho. Ela era muito feia, seus beiços caiam até o peito, e ela parou e disse: — “Boa Noite, soldado! que bela espada você tem, e que mochila bonita você está carregando! você é um soldado de verdade, e por isso você terá todo o dinheiro que precisar." — “Obrigado, bruxa velha,” disse o soldado. — “Você está vendo aquela árvore bem alta,” disse a bruxa, apontando para uma árvore que estava ali perto. — “Então, ela é totalmente oca por dentro, e através desse buraco você pode subir até o topo da árvore, então, você encontrará uma passagem, e através dessa passagem você deverá descer até uma grande profundidade. Eu vou ama...

O talismã

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  https://www.fazercomprasbr.com/product_info.php?c=amuletos%20y%20objetos%20m%C3%A1gicos%20buscar%20con%20google%20amuletos    Dois habitantes da mesma cidade exerciam nela a mesma indústria, mas com resultados bem diversos; um enriquecia-se e o outro arruinava-se, o que não era de espantar, porque o primeiro zelava os seus negócios com uma atividade infatigável, enquanto que o segundo, entregue inteiramente aos seus prazeres, encarregava os estranhos da direção da sua casa.  - Explica-me, disse um dia este último ao seu colega, qual é a razão porque a sorte nos trata de um modo tão diferente? Vendemos as mesmas mercadorias, a minha loja está tão bem situada como a tua, e apesar disso, enquanto tu ganhas, eu não faço senão perder. E não é porque eu seja estroina; não bebo, nem jogo. Já tenho pensado algumas vezes se não terás tu por acaso algum precioso talismã. - Efetivamente, respondeu o outro, herdei de meu pai um talismã de uma virtude in...