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O Papel dos Contos de Fadas na Construção do Imaginário Infantil

A sensibilidade e o conhecimento profundo do psiquismo humano na sua relação com os contos de fadas nos são revelados pela professora Isabel Maria de Carvalho Vieira nesta abordagem psicanalítica da questão. O artigo em tela tem o mérito de ampliar os conhecimentos dos professores, trazendo à tona questões que se encontram subjacentes a esse tipo de literatura Desde os primórdios da humanidade, contar histórias é uma atividade privilegiada na transmissão de conhecimentos e valores humanos. Essa atividade tão simples, mas tão fundamental, pode se tornar um rotina banal ou representar um momento de excepcional importância na educação das crianças. O estudo e a discussão em torno da adequação e da validade da narrativa de contos de fadas para crianças, especialmente para crianças pequenas, vem perdurando por gerações e gerações de professores, psicólogos, psicanalistas como também entre orientadores educacionais e pedagógicos. Os artistas que trabalham em espetáculos inf...

A aventura de ensinar, criar e educar

A aventura de ensinar, criar e educar ''A ação criadora dá forma, torna inteligível, compreensível o mundo das emoções''. Fayga Ostrower O educador lida com a arte de educar. O instrumento de sua arte é a pedagogia. Ciência da educação, do ensinar. É no seu ensinar que se dá seu aprendizado de artista. Toda pedagogia sedimenta-se num método. Maneira de ordenar, organizar com disciplina, a ação pedagógica segundo certos pressupostos teóricos. Toda pedagogia está sempre engajada a uma concepção de sociedade, política. É nesse sentido que nesta concepção de educação este educador faz arte, ciência e política. Faz política quando alicerça seu fazer pedagógico a favor ou contra uma classe social determinada. Faz ciência quando apoiado no método de investigação científica estrutura sua ação pedagógica. Faz arte porque cotidianamente enfrenta-se com o processo de criação na sua prática educativa, onde no dia-a-dia lida com o imaginário e o inusitado. A ...

Segredos que os grandes leitores não contam

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Resumo da obra de Júlio Verne - 20 mil léguas submarinas

Vinte mil léguas submarinas Há mais de um século, nenhum avião cortava o céu, e os navios a vapor e a novidade. Foi então que apareceu no mar um “monstro”, terror dos marinheiros. Para caçá-lo foi preparada a fragata Abraão Lincoln. Junto com a tripulação viajava o Professor Arronax e seu assistente Conseil. Os dois fizeram amizade com o arpoador de baleias Ned Land. Um dia os três estavam no convés, quando viram ao longe o “monstro”. A tripulação preparou-se para combater o “monstro”. Mas não houve combate. Uma tempestade afundou o navio. Alguns homens jogaram-se ao mar, tentando salvar-se. O Professor e Conseil nadaram perto um do outro. Pouco depois o Professor e Conseil foram recolhidos em um bote por Ned Land. Navegaram em direção a uma pequena ilha. Era a sua única esperança de salvação em meio ao mar que se estendia em todas as direções. Ao alcançar a ilha tiveram uma surpresa. Não era uma ilha. Tratava-se de uma construção feita de chapas de aço. Os três compreender...

A História do Papel

A História do Papel Antecedentes Antes da invenção do papel, o homem  se utilizava de diversas formas para se expressar através da escrita. Na Índia, eram usadas as folhas de palmeiras. Os esquimós utilizavam ossos de baleia e dentes de foca. Na China escrevia-se em conchas e em cascos de tartaruga. As matérias primas mais famosas e próximas do papel foram o papiro e o pergaminho. O primeiro, o papiro, foi inventado pelos egípcios e apesar de sua fragilidade, milhares de documentos em papiro chegaram até nos. O pergaminho era muito mais resistente, pois se tratava de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra e tinham um custo muito elevado. Os Maias e os Astecas guardavam seus livros de matemática, astronomia e medicina em cascas de árvores, chamadas de "tonalamatl". A palavra papel é originária do latim "papyrus". Nome dado a um vegetal da família "Cepareas" (Cyperua papyrus). A medula dos seus caules era empregada, como suporte ...

CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO

   COMISSÃO NACIONAL DE FOLCLORE                              CARTA DO FOLCLORE BRASILEIRO     O VIII Congresso Brasileiro de Folclore, reunido em Salvador, Bahia, de 12 a 16 de dezembro de 1995, procedeu à releitura da Carta do Folclore Brasileiro, aprovada no I Congresso Brasileiro de  Folclore, realizado no Rio de Janeiro, de 22 a 31 de agosto de 1951.    Esta releitura, ditada pelas transformações da sociedade brasileira e pelo progresso das Ciências Humanas e Sociais, teve a participação ampla de estudiosos de folclore, dos diversos pontos do país, e também teve presente as Recomendações da UNESCO sobre Salvaguarda do Folclore, por ocasião da 25a Reunião da Conferência Geral, realizada em Paris em 1989 e publicada no Boletim no 13 da Comissão Nacional de Folclore, janeiro/abril de 1993....

Os contos de fadas e o inconsciente humano: uma visão psicanalítica

O que, afinal, os contos de fadas despertam no imaginário da criança que tanto a fascina? Para tentar responder a essa questão, vamos nos utilizar de alguns pontos da visão psicanalítica e da psicologia analítica. Segundo ambas as teorias, os contos de fadas são tão fascinantes porque simbolizam o processo que percorremos no desenvolvimento de nossa psique. Para Freud (1978), o centro da nossa psique seria a libido, o impulso para obtenção de prazer. Esse prazer não se limita à união pelo ato sexual ou órgãos genitais. A libido evolui, passa por fases distintas, onde o prazer se concentra e é obtido de diferentes formas (fase oral, fase anal, fase fálica e fase de latência). Assim, o ser humano teria um desenvolvimento psicossexual. Nesse desenvolvimento o autor atribuiu importância bastante acentuada na relação que é estabelecida entre a criança e seus pais (complexo de Édipo). Ainda segundo a psicanálise, o inconsciente desempenha papel principal na estruturação da ...